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segunda-feira, 29 de outubro de 2012

meu braço direito, meu amigor.

O Igú?

Ele me conhece tão bem que chega a ser engraçado quando ele já sabe o que vou dizer ou como vou agir e me imita, já prevendo que é como vou agir (tipo quando se entorta todo, faz uma mãozinha de dinossauro e fala com voz de menininha: "don't matter"). E pior, acerta. Sabe aquela sensação de ter uma pessoa que te ouve, te ajuda, se esforça quando você precisa e faz de tudo pra não ver você chorar? Foi de uns anos pra cá que ele foi se encaixando na minha rotina e deixando lá, registrado, que não importasse o que acontecesse, nossa amizade resistiria.

Tudo na gente funcionava como em #irmãosgêmeos: as vezes algumas atitudes parecidas, gargalhadas, olhares que diziam o que estávamos pensando, palavras que mais pareciam códigos e que trasmitiam alguma mensagem que só nós entendíamos e fatos engraçados (eu de turista espanhola lá no aeroporto). Uma amizade em perfeita sintonia.

Não sei exatamente se amigo é a palavra certa. Anjo é mais adequado. Porque anjo passa mais a ideia de proteção, ou em termos menos divinos, irmão. Não sei como é ter um irmão mais velho e por isso adotei 5, mas esse é meu irmão gêmeo de mãe e pai diferente e de cor também. É meu irmão indío negro lhiendo. O Nêgo. O Nêgo Clark.

Essa nossa amizade já teves altos e baixos, proximidades e distanciamentos. E mais uma vez nos encontramos nessa distância. Adultos, ocupados. O tempo ficou curto, mas eu sei que você está lá, e se eu me encontrar em pânico, eu posso ir ao teu encontro, digo que preciso conversar, você cruza os braços ou põe as mãos no bolso e me ouve. Ou espera pra que eu comece a falar, e se eu não falo vc insiste: "O que foi Mayara?.. fala!". Olhos bem arredondados me olhando e esperando que eu desabafe, chore, ria, pra me dar um abraço e me aconselhar ou nada dizer, mas me doar o silêncio amigo que eu preciso. Me vem até uma emoção e uma gratidão gigante por lembrar da minha situação de 2 anos atrás, que foi um tanto difícil e vc esteve ao meu lado, me levantando, aguentando minhas chatices, me protegendo, sendo o irmão e até mesmo o pai que eu nunca tive. Viramos unha e carne. Unidos pelo cahorro quente :D ('piada' interna). Tenho tanto a te agradecer. Tenho muito a agradecer por vc ter vindo ao meu aniversário de 14 anos. Obrigada por ter suportado estar ao meu lado quando eu te ignorava. Obrigada por ter feito de mim uma pessoa mais forte, obrigada por ter tentado controlar minhas lágrimas quando eu não conseguia parar de chorar e parecia que meu coração ia explodir. Obrigada pelos esforços pra me ver sorrir. Obrigada por ter cuidado da minha mãe quando eu não estava, por ter me feito companhia, ter desviado seus planos pra não me deixar só quando eu precisava de um ombro. Obrigada por ter me mostrado as portas e ter deixado que eu as abrisse. Obrigada pelos chocolates e cachorros quentes. Você é parte do que eu sou. Me tornei melhor depois de todas as verdades doídas que vc me disse. Nada do que eu faça vai retribuir toda a paciência que vc teve comigo. Você é tão querido que não vou nem tentar explicar. Quem conhece a gente sabe e entende que nossa amizade é pura e verdadeira e que irmão é o significado do que somos realmente. Eu sou uma #MayClark e muito orgulhosa.

Todas as noites eu pedia a Deus que te desse tudo que fosse necessário pra te fazer feliz, assim como eu sou feliz hoje. E vc viu e acompanhou de perto minha luta pra chegar onde cheguei. Tô conseguindo e vc fez parte disso. Então eu pedia a Ele, pra que vc fosse tão feliz quanto eu. Algumas tribulações apareceram no seu percurso, mas a vida tá clareando seu caminho e começou logo te trazendo ela, a Camila, que era algo inacabado, algo que ainda ia acontecer. Quando vc me pediu ajuda, por vcs, tu acha que eu negaria? Jamais. Era minha #obrigação, meu dever, fazer de tudo pra que vc fosse feliz. E me dispus. Fiz o que pude. E hoje é visível o bem que isso te faz. O bem que ela te faz. O bem que vc faz a ela. É gratificante poder ver seu melhor sorriso e seu carinho verdadeiro por alguém que também retribui o que vc merece. E vc merece muuuuuuito mais.

Hoje só tenho a te desejar t u u u u u u u u u d o o o o  de melhor. Eu desejo saúde pra vc viver tudo de bom que a vida te reserva ainda. Te desejo paz, pra que nada te cause rugas de preocupação e possa tirar seu sossego. Desejo amor e pode ter certeza que a Camila, seus pais, a tua irmã, nossos amigos e eu vamos nos encarregar disso, mesmo eu não ligue todo dia, tenha certeza de que eu amo vc. Nós amamos. Desejo fé, pra vc não desistir de nada que pretende alcançar quando as coisas parecerem difícieis. Te desejo paciência, se bem que vc já tem demais. Desejo felicidades, pra que vc continue dando aquelas gargalhadas forçadas que só tu sabe dar. Desejo sucesso, que vc pare de preguiça e comece a traçar sua carreira agora porque já perdeu tempo demais e pra ter uma família grande como vc quer, vai precisar correr e já! Desejo que vc e a Camila sejam muito realizados, unidos, parceiros, amigos, amantes. Desejo mais muitos aniversários seus pra que a gente possa ter mais histórias pra contar pros nossos filhos (meus e do Zaedes, teus e da Camila), sobre as aventuras do tio Igor e da tia May e claro nossas com os outros tios (Sepim e Sofs, Ju e Pão, Travesseiro e Alê, David e a Mãodele). Desejo que nossa amizade não se perca no tempo e que a gente só vire amigo na desgraça, que foi o que nos uniu mais. Que essa amizade de #9anos cresça cada vez mais. Por favor, continue sendo esse cara bacana, amigo, inteligente, engraçado, animado, educado, paciente, forte, carinhoso, verdadeiro, característico com essa risada alta e forçada, o cara que conta todas as histórias com todos os detalhes, o lutador de sumô fofinho, o preto querido por todos, o cara dos gostos musicais estranhos. Tu merece muito ter uma vida cheia de realizações, de coisas boas. E eu sei que vai ser assim, porque o que eu puder fazer pra isso acontecer, vc sabe que eu vou. Tenho orgulho do amigo que eu tenho e sou muito grata pela amizade que nós contruimos. Se falhei com vc alguma vez, me perdoa. '-'

Enfim hermano, tenho certeza que daqui a alguns anos vamos nos reunir com nossa turma na casa de um de nós, com nossas famílias, pra contar das nossas palhaçadas (tipo o vídeo de aniversário do Sepim, com o David estreando de Jadinha) e com mais certeza ainda, seremos tão amigos quanto ontem e hoje. E quero demais que vc continue sendo meu #melhoramigor no "e #sempre" também. Pode contar comigo sempre.

Feliz aniversário Nêgo Clark.



#beijoemefacebooka.




sábado, 1 de setembro de 2012

"um café e um amor, quentes por favor!"

Oi.

Sei que esse blog é mais uma forma de eu desabafar sobre o que sinto, do que um blog sobre notícias, enfim. A verdade é que assim como eu, muitas de minhas amigas, amigas das minhas amigas passam pela mesma coisa que passo, afinal, coisas do coração sempre se parecem, apesar de cada caso ser um caso. Então vim por meio do meu diário eletrônico falar de algo que andei conversando com uma amiga minha, sobre ela e o noivo, e para preservar a imagem e tornar mais real o caso, assumo a primeira pessoa por ela para que a conversa não fique confusa em determinado ponto.

Hoje venho desabafar sobre uma coisa chata que tem me incomodado bastante: ROTINA. É verdade que ter uma intimidade com alguém é maravilhoso, saber os costumes, formas de agir, nossa! É até engraçado você conhecer alguém tão bem. E isso devia servir sempre pra coisas boas, né?! Aí está o problema.. Tudo começa a fazer parte de um cotidiano, uma correria, e você começa a ficar por último, quando o tempo já é pouco e o cansaço bate. Ligações começam a ser mais frias, parecendo apenas dois amigos conversando ou melhor, dois ficantes. Cadê aquela ligação no meio do dia, sem mais nem menos, com a voz mais doce só pra dizer que tava com saudade? A pior coisa nesse caso, acaba sendo a tal intimidade. No fim de semana o diálogo é assim:

Ele: - Vem pra cá que horas amanhã?
Você: - Ainda não sei
Ele: - Pois tu me liga amanhã pra dizer.




E se você não liga, ele também não. Conheço amigas que o caso delas é contrário do meu, elas quem são frias. Mas pra mim, uma eterna romântica apaixonada pelo amor, o melhor seria que os dois fossem apaixonados. Com o tempo a relação vai ficando apagada e aquela chama da paixão que tanto fantasiam vira apenas uma faisquinha, forte mas pequena. A procura, o carinho, o chamego, o ciúme ficam menos presentes. Caio Fernando Abreu diz: "Ele pode pensar em você todos os dias e ainda assim preferir o silêncio". Sério Caio? Me poupe! Amor é conquista diária, é vontade de tá perto, de compartilhar as boas e as más notícias na hora em que acontecem, é desejo, é carinho, é uma luta contra o cansaço diário pra poder encher a pessoa amada de beijos, promessas intensivas de que um possível pra sempre é desejoso de se acontecer. É, é isso.

Acredito que a relação que chega a esse ponto é porque a pessoa omissa já tem total certeza que tem aquele cordeirinho em suas mãos e já não precisa mover uma palha para garantir que ele seja seu. Mas isso é tão patético. Existem muitas pessoas soltas pelo mundo querendo alguém pra valorizar e para ser valorizado, querendo viver aquele começo gostoso de uma relação e se manter firme e forte até o fim. Claro, que isso depende de pessoa pra pessoa. Mas uma relação que foi gasta 2x, claro que voltaria mais certa, segura. O erro é voltar menos mágica, menos fantasiada.

Só acho incômodo a imagem que constroem que vida de casado é uma monotonia, é uma chatice. Não! Ainda namoramos e poxa, aquela pessoa que te conquistou um dia e tão intenso, que te fazia rir, que tinha ciúmes, que te queria perto o tempo todo deu uma relaxada e agora é mais seu amigo que "seu homem". Vida de casado pode ser divertidíssima quando os dois se dispõem a ultrapassar cansaço, dificuldades, são parceiros, são amigos, são amantes, e lutam pra que as adversidades do dia a dia não atrapalhe de jeito nenhum uma união tão linda. Mas se nem casados somos, o problema é grave e gera a pergunta: Como saber se o amor acabou? Se ele não te procura mais na cama, se ele não te olha mais com aquela lingerie que você caprichou pra ele, se ele não te deseja mais com aquela roupa que qualquer homem cairia aos seus pés, se ele, ciumento como era, abriu mão de ir a uma festa com você, onde teriam vários homens e bebendo ainda mais, se não tem mais aquele momentinho só de namorar em silêncio, curtindo... o que eu deveria pensar?

Difícil manter uma chama acesa quando se tem costume, intimidade e cansaço juntos. Mas aí está o X da questão: se amor tem tudo que agora não está tendo na minha relação, o que é isso?

Só me resta lutar mais ainda pelo que eu quero que me aconteça e esperar que uma 3x não venha atrapalhar, findar meu relacionamento. Porque já dizia minha mãe: Um é pouco, dois é muito, mas três é demais.

"Mas toda noite eu sussurro bem baixinho até o sono vir: me ama, por favor!" CFA


Muito amor em pacote premium à vocês!
Beijos.

sábado, 29 de outubro de 2011

Indignação é pouco.

Oi gente.

O que eu venho falar aqui é mais uma fatalidade da cidade vergonhosa em que moro. Esse fato não aconteceu comigo, mas com um amigo, e eu não desejaria a ninguém algo assim.

Meu amigo voltava do centro de Fortaleza com sua filha e enquando esperavam o ôninus no terminal (que venhamos e convenhamos é um horror, filas enormes, ônibus que demoram uma década) presenciaram um bando de VAGABUNDOS vestidos com a camisa do Fluminense espancarem um homem que estava com a camisa do Ceará, pois os dois times jogariam hoje. Fluminense? Rivalidade cruel assim? Desconfio demais que não fossem bem torcedores do time carioca, mas enfim né.. Os marginais então, insatisfeitos com tamanha falta de caráter deles, começaram a partir em direção de quem estivesse vestido de alvinegro, mesmo não sendo a blusa do Ceará. Meu amigo, como assim se encontrava trajado, claro, temeu por conta de estar com sua filha e o mais inacreditável: pediu a uma moça que caso ele fosse espancado também, ficasse com a menina e ligasse para sua mãe.

Agora vocês se perguntem: e a polícia do terminal? Uns bonequinhos com cacetetes.
E a polícia armada? Ronda do paquerão, que andam em Hilux, paquerando com todo rabo de saia, e atiram na cabeça de crianças com desculpas de que "miraram no pneu e acertaram na cabeça" ou "fizeram movimento suspeito". "Polícia" que seeeeeeeeeempre chega 20 minutos depois de todo e qualquer acontecimento, que nunca resolvem NADA e quando raramente isso acontece saem na televisão dando uma de "os salvadores da pátria". Eles não sabem o significado da palavra: OBRIGAÇÃO.

Imaginem a cabeça dessa criança? Uma senhora idosa foi derrubada por esses brutamontes, quem estava de preto e branco se sentiu ameaçado e o medo invadiu o terminal.

Problema da prefeitura? Do governo? Vou te dizer o que eles consideram um problema a ser resolvido: Castelão para a Copa, pois dinheiro para saúde, não tem; Aquarium para os turistas quando os residentes da própria cidade não podem frequentar os locais públicos daqui, porque segurança não é algo que se encontra em Fortaleza;



Sabe o que um cidadão espera do governo por pagar altos impostos? Hospitais públicos com médicos e equipamentos, transportes públicos bons, segurança, ruas iluminadas, escolas públicas com professores trabalhando em período normal... Sabe o que verdadeiramente acontece? Calçadão da praia sempre reformada para a maresia comer, asfalto cheio de altos e baixos com a operação tapa buraco, que não resolve quase nada, ruas escuras, pessoas inseguras, policiais completamente destreinados, professores de greve por um longo tempo tratados como marginais e marginais com direito de imagem preservada. Ria, porque isso é uma piada, até o momento que de repente alguém de "autoridade" ler e julgar que sou também uma criminosa por não concordar com essa putaria.

http://dialogospoliticos.wordpress.com/2010/07/25/policial-do-ronda-atira-e-mata-adolescente-com-tiro-na-cabeca/

Democracia? Só se for derivação de Demônio. Isso aqui de ser bela, está além de um horizonte visível a nossos olhos. E deviam até processar quem criou esse slogan "Fortaleza Bela" porque isso sim virou uma piada de suuuuuuuuper mal gosto.

Eu encerro por aqui, mais indignada ainda. E, se caso alguém de outro estado ler isso aqui depois de ter ouvidos maravilhas sobre Fortaleza, acredite, você foi enganado. Belas praias tem em outras cidades também.

Boa noite!

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

- Hapinness

Oiie :D

Faz um certo tempo que eu não venho aqui postar nada.. nem sobre minhas opiniões nem meus desabafos. Tudo por falta de disponibilidade mesmo.. Mas hoje.. ah! Hoje eu venho pra mais um desabafo e quem sabe um conselho para minhas amigas que de vez em quando se queixam de uma desilusãozinha..

Bom, eu sofri uma dessas desilusões há um tempo e realmente não é nada legal. Choros, promessas de que foi a última vez que me apaixonei, tentativas de mudar o meu jeito em relacionamentos, mas, puf! Eu descobri que a minha felicidade não depende de um cara.. o máximo que ele pode fazer é completar a minha vida. Cada um tem sua vida, não dá pra ficar controlando, obrigando, mandando... acho que as palavras são opinando, conversando, sugerindo.. Certo que num namoro, de vez em quando um ou outro vai renunciar de algo que gosta pra seguir o parceiro(a), mas nada que chegue a abdicar sua vida pra viver a dele.. Foi o que eu aprendi. Outra coisa, #tempo. Isso é muuuuuuuuuuuito clichê: "ah, mas nada como o tempo..". Tempo esse que 1 minuto parece uma eternidade pra quem gosta. Mas aí que entra o que eu falei acima: viva sua vida. Recupere tudo que abdicou quando errou em deixar sua vida pela dele. De repente, de fazendo o que se gosta o tempo flui, flores brotam! hahahahaha :)

Aconteceu comigo... não sei ao certo o motivo exato pelo qual ele quis voltar. Talvez por eu ser linda, maravilhosa, inteligente, absurdamente companheira e carinhosa. (não, não me acho, eu sou.) Mas a verdade é que quando menos se espera, tudo aquilo que você mais espera acontece. Uns chamam de fé, outros de destino, outros nem ao menos sabem diferenciar, como eu, mas apenas acreditam que um dia acontece. E quando as coisas voltam, voltam mais maduras, mais interessantes por conta dos dois saberem como é ter e não ter a pessoa amada.. Uma mágoa não pode ser maior que um sentimento bom. E eu me permiti ser feliz, outra vez. Há quem diga que reatar namoro não vale a pena. Já eu acredito que, como o casal já se conhece, já sabe onde errou, já sabe os pontos fortes e fracos de cada, porque não daria certo? As vezes, sem hipocrisia, bate uma insegurança, porque né.. mas nada que aquele famoso tempo venha te provar que não precisa se sentir volúvel, afinal eu pude sobreviver a um término porque eu sou forte e porque a minha felicidade não depende de ninguém além de mim! Pareço fria, mas a verdade é que me encontro completamente apaixonada outra vez... Meu sorriso se tornou mais intenso e ele é muito importante pra mim. Quando ele tá perto me descontrai, me faz carinho, me olha de um jeito que ninguém conseguiu fazer.. Quando ele tá longe, ocupa algumas horas dos meus dias, durante minhas atividades, em forma de pensamento, uma lembrança do sorriso dele, da voz dele me chamando de momô. É um sentimento diferente do amor desesperado e doente que eu sentia, é algo mais saudável, maduro e fofo *-* Claro que eu ainda tenho um quê de romântica apaixonada, mas tudo sob controle. Talvez um medinho básico de admitir tudo que vou sentindo, a intensidade com que cresce e se torna um sentimento agressivo, forte, brutal, mas bom, vai se purificando e começando a existir.. talvez também esperando que a recíproca seja verdadeira e cresça gradativamente com o meu coração, bobo e apaixonado, digno de conforto e aconchego, que só nos braços dele, consigo encontrar.

Então, por mais que doa, por mais que machuque o melhor é pensar muito no que se quer acreditar. Por mais que demore, vem. E demora o tempo suficiente pra se aprender com os erros do passado. Daí decida-se: ou se dispõe a perdoar quando a hora H chegar ou se dispõe a esquecer e quando tudo tomar um rumo pra que aconteça novamente, saber dizer um não. O importante é ser feliz, não deixar que sentimentos sejam maiores que a razão, basta não complicar. E pras minhas amigas que andam visitando umas fossas, paciência, calma, força e muuuuuuita distração. Levar a vida como se a pessoa não tivesse existido até ajuda, cês viveram muito mais tempo sem eles que com eles! Aí é só acreditar que uma hora sua felicidade se completa, aparece um outro alguém mais interessante ou a mesma pessoa, mais madura, e tudo se ajeita.

"Tudo volta! E voltam mais bonitas, mais maduras, voltam quando tem de voltar, voltam quando é pra ser.” (Caio Fernando Abreu)

Eu, May, tô muito feliz. Não vou dizer completamente, mas luto dia-a-dia pra ser. Vou me despedindo porque o espírito de psicóloga que baixou em mim já está deixando meu corpo e eu preciso ir patinar! Voltarei em breve postar mais vezes sobre os mais variados assuntos. O blog é meu, faço dele o que bem entender, né?!

Beijos e me twittem ;*

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Ontem e hoje.

Caros.

Esse post para alguns pode parecer bem emo, mas engraçado o fato de que, desde que começou essa maldita modinha ridícula, ninguém mais pode ficar triste, chateada, que vira emo. Desculpem quem achar isso, mas meu sincero, #fuckyou.

Quero aqui apenas escrever como estou me sentindo, apenas mais um desabafo. Sabe quando acontece algo na sua vida que você acaba amadurecendo? Pois, aconteceu na minha, normal. Uma decepção, umas desilusões, sofrimentos.. coisas que te deixam mais forte e com outras perspectivas.

"Algumas coisas, por mais impossíveis e malucas que pareçam, a gente sabe, bem no fundo, que foram feitas para dar certo" Caio Fernando Abreu

O que venho relatar é que, como tudo tem um lado positivo e um negativo, como uma moeda tem dois lados, com esse amadurecinento vêm os elogios, as melhorias, e as reclamações. O pior de tudo é quando você encontra o lado negativo em você mesmo. Do que mesmo eu tô falando? Sempre fui muito comunicativa, onde chegava fazia amizade, embora as vezes não fosse muito fácil alguém fazer amizade comigo. Também sempre fui a "cupida", ajeitando e torcendo por todo mundo e a amiga mais carinhosa que alguém podia ter, a que elogiava mas também dava bronca, a que sentava e ouvia a qualquer hora do dia. E adorava isso... sempre o amor tem que prevalecer, né verdade?! De todos e para todos virei a "gente fina", a amigona, a que merece ser muito feliz, a irmã, etc, etc. Veio então a desilusão, que hoje vejo com um aprendizado a mais. Me tornei mais fria, mais "tô nem aí" pra os problemas dos outros e passei a me importar mais com os meus, porque peraí, sempre fui do tipo de parar o que fazia pra atender algum "May, socorro!". Mas acabou que eu também me pedi socorro. E vi isso como "pensar em mim antes de tudo", alguns chamam de amor próprio, outros até disseram que comecei a confiar em mim. Claro que não me tornei a pior pessoa do mundo, mas  venhamos e convenhamos, eu preciso me cuidar, certo? Ainda assim, penso demais nos meus amigos, fazendo o máximo pra vê-los feliz, embora (e esse é o fato que mais me irrita) eles nem metade do que faço, façam por mim, apenas ficam na minha torcida. Parece egoísta, sem nexo, mas sei lá, as vezes quero que alguém seja por mim tanto quanto sou por ele(a). 

"Tem coisas que a gente vai deixando de ser e nem percebe" Caio Fernando Abreu.

Muitos reclamam que sentem falta da May menininha, da May atenciosa. Outros agradecem as poucas coisas que fiz em benefício a eles, agora depois de tanta mudança... Eu sei que não sou mais tão frágil, que não acredito tão fácil, que pouca coisa me comove, mas não virei um bicho. Apenas cresci, meio que calejada, diria até traumatizada com alguns errinhos que aconteceram. Por vezes senti falta de mim antes, mas gente, quando eu era muito meiguinha, eu era muito inocente e todo mundo fazia o que queria. Perdoar era fácil. Hoje virei a mejera malvada (brincadeira, para descontrair). Hoje virei menos sentimental e mais racional. E que raiva, mas isso me incomoda as vezes. Queria poder equilibrar, mas não consigo mais ser tão idiota como eu um dia fui.

"Ela é mais do que um sorriso tímido de canto de boca, dos que você sabe que ela soube o que você quis dizer. Ela fala com o coração e sabe que o amor, não é qualquer um que consegue ter. Ela é a sensibilidade de alguém que não entende o que veio fazer nessa vida, mas vive" Caio Fernando Abreu.

Agora, não quero dizer que não tenho sentimentos. Tenho. #óbvio. E hoje me machuquei. Não vou dizer que me machucaram, porque eu fui culpada de ter recebido um #não. Eu sabia que era isso, insisti nem sei porque... acho que por ainda ter um pouco de "bobinha" em mim.... Confuso, não? Evitei por um tempo me magoar, acabei magoando um monte de gente sem querer, mas hoje por um quê de inocência, me feri. Esse é o post mais difícil de escrever. Me baixou uma mistura de Clarice Lispector com Caio Fernando de Abreu. Só que estou me segurando para não parecer mais ainda com eles e parecer mais "emo" ainda. #FAIL. - Mas May, o que aconteceu de verdade? - Desculpem, é ridículo demais para falar. Posso apenas dizer que para mim, tudo tá dando certo, mas um quesito que eu realmente queria que desse, falha cada dia mais e mais... Lado bom de ter mudado: não me levam na conversa fácil. Lado ruim: quando quero algo, tento. Se não dá certo, desisto. (não estou falando de profissão, carreira, estou feliz e certa de que serei uma grande publicitária, me refiro apenas ao tal quesito que citei.). Não era pra ser tão difícil você manter um pouco de sua essência de antes com a maturidade do hoje. Equilibrío no meu dicionário, não se encontra na letra E. Está perdido em alguma letra do alfabeto, que eu ainda não encontrei.

Enfim, melhor que faço é ir dormir. Minhas idéias hoje estão bem confusas, deve ser as cólicas que estão me matando aos poucos e sem querer me prolonguei mais uma vez.  Fico por aqui e deixo mais um belo texto de Caio Fernando Abreu, que diz muito de mim. E relevem minha falta de racionalidade hoje, ou senso, ou seja lá o que queiram dizer sobre esse post. Beijos e me twittem! ;*

"Tomara que a gente não desista de ser quem é por nada nem ninguém deste mundo. Que a gente reconheça o poder do outro sem esquecer do nosso. Que as mentiras alheias não confundam nossas verdades, mesmo que as mentiras e as verdades sejam impermanentes.Que friagem nenhuma seja capaz de encabular o nosso calor mais bonito. Que, mesmo quanso estivermos doendo, não percamos de vista nem de sonho a idéia de alegria. Tomara que apesar dos pesares todos, a gente continue tendo valentia suficiente para não abrir mão de se sentir feliz" Caio Fernando de Abreu




quarta-feira, 29 de junho de 2011

May # 5

Lá ia eu. Satisfeita. O cabelo preso em rabo de cavalo, fivelinhas em torno do coque. Um top preto mostrando o físico que um treinamento de 7 anos havia me deixado, e a blusa escrito: May 5. Vários esparadrapos nos dedos para poder bater com mais força, agilidade e tocar melhor ela, a bola. Um short preto com o nome que mais me orgulhava em dizer: Voleyball. Era assim que eu, na minha melhor fase ia feliz pros treinos puxados e preparada para os gritos horrorosos do meu mestre. E eu ia. A menina baixinha, magrinha, que ninguém dava nada, era na quadra uma guerreira, forte, ágil, líder. Meu tênis com amortecedor para proteger o impacto do meu vôo com cortes pesados, para evitar mais dores nos joelhos já apertados por conta do Tensor, aparecessem. Minhas meias brancas subiam as batatinhas da minha perna com minhas joelheiras azuis que eu tanto me orgulhava. Ah! Essas joelheiras que tanto me protegeram. Quem via minhas quedas pensava: essa doeu! Mas não. A menina que nunca foi pro banco, pequenina, era uma gigante nas quadras, titular e líder. Não só quem joga bem mas quem sabe colocar um time pra frente.


 E estava lá, eu, posicionada na zona de saque, olhos atentos da arquibancada, banco e adversárias. Meu treinador me fuzilando com os olhos, eu podia imaginar a bronca que ele ia me dar se eu errasse. Na rede, minha levantadora esquematizava todo o sistema do nosso jogo. Por instantes antes do apito, eu imaginava todo aquele povo me admirando por eu ser pequena e grande ao mesmo tempo. Eu era uma proeza. E eis que soa o apito, meu preparo, uma batida na bola no chão, a braço esticado com ela a minha frente e pronto! Jogava ela alto e com uns três passos eu voava. É, eu realmente voava. Saque viagem. Quando aprendi fui a melhor do meu grupo. 18 pontos seguidos, alguns aces, outras bolas estratégicas na linha. Pá! Toda aquela jogava rápida, as posições se ajeitando, eu atrás, na defesa, ia com tudo de encontro ao chão pra não deixar a gorduchinha cair. Quando eu já estava cansada, ou mesmo como tática, o saque era normal, sem o salto. Mas tinha uma marca minha: o arrastado do pé esquerdo, que me rediam sempre um par de tênis novo, já que eu não podia repor sempre o tênis esquerdo. Ponto nosso, o olhar de "não fez mais que sua obrigação" do técnico. Ainda lembro meus amigos gritando: "ão ão ão a May é seleção" Que bobagem, mas eu amava aquilo. Me sentia uma Virna, uma grande jogadora. Quando eu não conseguia pegar, o olhar era de "sua idiota". É, ouvi muitos xingamentos, mas aquilo me motivava. Se ele ficasse calado, era elogio.


Mas a parte que eu mais gostava era o ataque. "Arh!" era isso que eu gritava quando subia pra bater com toda minha força na bola. A sensação de parar no ar foram poucas, mas eu me sentia dessa vez um Giba. Sair detrás e atacar, marcar um ponto, dar uma medalha na adversária, eu tão pequenininha. As vezes riam de mim quando falavam da minha posição: meio de rede. HAHAHAHA, só me restava pintar duas listras pretas no rosto e partir pra batalha. Certo que a rede não era a profissonal, ai até eu riria, mas não era qualquer rede, era alta.. Contudo, muito prazer, eu era a meio de rede, que atacava e bloqueava com muito esforço, com meus bracinhos curtinhos. E a felicidade quando eu impedia a bola passar era tamanha que eu gritava! Eu via que eu surpreendia. Agora sim, tava mostrando que não podiam duvidar do meu tamanho. Me lembro como se fosse hoje e por muito tempo aquilo era de assustar meu sono, aquele grito ensurdecedor do treinador: "bloqueia! bloqueia! bloqueia!" durante 2 horas. Ele sabia que eu tinha potencial para ser meio de rede, meus ataques eram bons, mas e o bloqueio? Eu sentia que a cada grito dele eu crescia 1/2cm pq depois de longos minutos nesse mesmo grito, eu já conseguia encostrar a pontinha do dedo enrolado no esparadrapo na bola. Quando finalmente eu bati a mão nela, o suor escorreu por entre os seios, e pela minha coluna. Um suor frio. Pronto! Agora se eu não acertar num jogo, esse grito vai me deixar louca. E a emoção de estar no jogo e bloquear era tamanha. Toda vez que subia, eu lembrava daquela voz dele, infernizando meus 1,57 de altura.

Em pensar, comecei a jogar na escolinha de Vôley do colégio, me interessei e fui jogar numa escolinha maior,  depois seleção, jogos fora, no exterior, que eu nunca pude ir, até porque eu sabia que não ia continuar no voley por muito tempo... Fora os rachas que tinha com a galera. Meus maiores parceiros de jogo foram a Jéssica, que esteve comigo na escolinha desde sempre, a Bruna, que ao meu lado enfrentou muitos jogos no colégio e o Igor Clark, que ainda hoje, raramente, bate uma bolinha comigo. Mas bons tempos eram, quando íamos para um "torneio" aqui perto de casa. Éramos sempre May e Igor, a dupla dinâmica. Eu o admirava tanto. Ele me admirava tanto. Dava certo. Unidos por amor a um esporte... que saudade de outrora de minha vida! Quando terminei meu ensino médio que sai do colégio, fiquei sabendo que haviam várias pessoas que iam para a Educação Física apenas para me ver jogar. Sabem o que é isso? Eu tinha fãs! Lembro de um garoto, Ramon, que na Educação Física se aproximou de mim sempre me perguntando algo sobre voley... depois de um tempo disse que me achava muito bossal, mas que sempre ia me ver jogar até que decidiu que queria jogar voley e queria que eu o ensinasse. Aquilo foi AWESOME!


Vocês podem estar se perguntando: "porque parou de jogar?" A resposta verdadeira eu também não sei. Comecei o 3° ano na intenção de estudar e queria me dedicar. Também sentia umas pontadas no coração, justo na época em que muitos jogadores de futebol faleceram por conta de dores assim... foi um misto de medo e cansaço. Talvez fosse minha hora de deixar as quadras, no anominato mesmo. "Anominato" já que eu tinha alguns fãs. Da escolinha em que eu jogava, eu era a mais nova e a menor em altura. E era sempre a capitã. Por mérito. Nada do que disse aqui foi me gabando, falei porque muitas pessoas me diziam o quanto eu era boa jogadora, eu nunca achei que fosse tanto. Me achava esforçada. Gostava que me olhassem e não desse nada por mim até me verem jogar.  Sinto muita saudade, mas enferrujei... o vôley de 7 anos me rendeu dores no joelho, um dedo desmetido que dói até hoje, algumas medalhas e muitas amizades... Pra mim, foi o amor mais puro e verdadeiro, uma relação ímpar, uma terapia, uma satisfação. Eu era a May, meio de rede, número 5. O vôley, é o melhor, o que exige esforço, o número 10 #nota10.


Deixo vocês aqui, com o maior post que já escrevi até hoje, mas com muita dedicação e nostalgia.
Beijo à todos e me twittem ;*

domingo, 19 de junho de 2011

"Desconfie do destino, acredite em você.."

Já dizia meu querido Luiz Fernando Veríssimo:


"Desconfie do destino e acredite em você". (você, você, você, você...)


Não sei, as vezes eu não pareço a melhor pessoa do mundo, mas se eu não acreditar em mim, quem acreditará?Vos confirmo meus caros, até seus melhores amigos um dia te magoam de certa forma que você fica sem entender como e porque... Ai é que te vem o sentimento de mágoa e de "eu sou forte, eu posso me virar só". E em mim mais ainda, depois de uma sucessão de acontecimentos desde o ano passado (2010) até agora, eu tenho alimentado uma dose de orgulho e desapego que só Caio Fernando de Abreu me entenderia! Mas em algumas ocasiões é difícil agir rápido e abstrair esses fatos.
Venho aqui mais uma vez para um desabafo. Estou extremamente chateada com uma situação ridícula que me aconteceu. Imaginem que um grande amigo seu arranja uma parceira e essa tem tanto ciúme que ele passa a te "renegar". Digamos que vocês tenham uma amizade de muuuuuitos anos e por causa de uma paranóia você simplesmente é excluída.. Imaginou? Pois é pior que isso... Não vou entrar em detalhes aqui por questão de ética e até porque seria expor mais ainda a minha vida pessoal e de outrem... Mas se até seu braço direito faz isso com você, o que se pode esperar de outras pessoas?


Por esse motivo, "desconfio do destino e acredito apenas em mim". Agora entendem o nome do meu blog?


Que quer dizer: Seja você. Acredite em si mesma. 


Minha mágoa e raiva já estão até passando com esse desabafo, mas não quer dizer que eu esqueci essa petulância e amanhã estarei com um sorriso aberto para vocês sabem quem... e acho que esse blog será meu melhor amigo, já que eu gosto de tudo que penso e escrevo. Logo, não vou entrar em um conflito tão ridículo comigo mesma. E creio que o blog não tentará me ferir mesmo que sem querer.


Me despeço com um pouco de raiva ainda mas mais leve por ter compartilhado isso. Nada que uma boa noite de sono e um domingo cheio para que eu me abstenha de tudo que me faz mal. Vivendo e aprendendo...
http://ilove.terra.com.br/serena/mensagens/voce.asp


"...Aprende que não importa em quantos pedaços seu coração foi partido, o mundo não pára para que você o conserte..." Shakespeare




Beijos e me twittem ;*
(O real motivo desse post foi para desabafar uma mágoa. Não sei o que será depois do que aconteceu hoje, não descrevi tudo, mas magoou e impressionou demais. E também porque eu "descobri que se leva anos para se construir confiança e apenas segundos para destruí-la...". Não que a palavra certa seja confiança, mas sei lá, prioridades, compromisso, ponderação, sensatez.. whatever!)